Entre flores, cores, gestos e marcas do tempo, Zhao Xiaoli transformou o Today Art Museum, em Pequim, em um espaço dedicado ao crescimento, à memória e à força feminina.
Realizada entre março e maio de 2025, "Somente as rosas podem florescer como rosas" foi a maior exposição individual da artista até aquele momento. A mostra reuniu trabalhos de diferentes fases de sua produção e apresentou ao público não apenas suas pinturas, mas também esculturas, instalações, vídeos e performances.
A mostra foi organizada a partir de três momentos da trajetória artística de Zhao Xiaoli: germinação, exploração e maturidade.
Essas etapas acompanham diferentes experiências do crescimento feminino, da expectativa e descoberta às rupturas, conflitos e, finalmente, à construção de uma identidade própria.
A rosa aparece como um elemento recorrente durante esse percurso. Para Zhao, ela não representa apenas beleza. Sua pétalas e seus espinhos coexistem, tornando-se uma metáfora para as diferentes dimensões da experiência humana: delicadeza e força, prazer e dor, florescimento e transformação.
Uma das características da produção de Zhao Xiaoli é a maneira como ela ultrapassa os limites da pintura tradicional.
Na exposição, suas obras dialogaram com escultura, instalação, vídeo e performance, criando ambientes nos quais o visitante não era apenas espectador, mas podia também participar do processo artístico.
Entre essas experiências estava "Send you ten Thousand Roses", uma instalação que convidava os visitantes a inserir rosas naturais no espaço. Com o passar do tempo, as flores murchavam e se transformavam diante dos olhos do público.
A rosa, nesse contexto, deixava de representar apenas beleza e amor. Seu envelhecimento tornava-se também uma imagem de tempo, vulnerabilidade, resistência e transformação.